sábado, 3 de abril de 2010

Quelóide

O que é um quelóide?

Um quelóide é uma cicatriz que se projeta além da superfície da pele. Quando a pele é ferida, as células se multiplicam para preencher o espaço que ficou vazio devido à morte celular.

Quando as células continuam se reproduzindo, mesmo após o preenchimento deste espaço, o resultado é uma cicatriz hipertrófica ou um quelóide.

A cicatriz hipertrófica é uma area lisa, espessa que se restringe ao local da lesão. Esta se reduz após 1 ano ou mais.

Um quelóide, porém, pode se extender muito além do sítio da lesão.

Os quelóides não regridem espontaneamente.

Qual o aspecto de um quelóide?

Quelóide

Quelóide

O quelóide possui uma superfície brilhante, e freqüentemente é arredondado.

Sua cor varia de levemente róseo a vermelho. A sua consistência é endurecida, e sempre se eleva acima da superfície da pele.

Alguns quelóides coçam ou são doloridos.

Quais as regiões que possuem maior tendência ao desenvolvimento de quelóides?

Há algumas regiões do corpo que são consideradas de alto risco para o desenvolvimento de quelóides, como a região central do tórax, dorso, lobos das orelhas, região inferior das pernas e pescoço. Contudo, podem surgir em qualquer local, p. ex. em cicatrizes cirúgicas ou qualquer área que tenha sido furada com fins cosméticos.

Quem possui maior tendência a desenvolver quelóides?

As pessoas de pele mais escura possuem uma tendência maior a desenvolver quelóides que aquelas de pele mais clara. Há outros fatores importantes envolvidos; por exemplo, a presença de um corpo estranho (p.ex. fio de sutura) que favorece a formação de quelóides. Há também uma história familiar positiva em 5-10% dos europeus que desenvolveram quelóides. Assim, mesmo pessoas de pele clara que possuam história familiar devem ser cuidadosas. Os quelóides são raros na infância e na velhice, ocorrendo principalmente entre a puberdade e os 30 anos. As mulheres possuem maior tendência, e os quelóides podem aumentar durante a gravidez.

Uma atitude prudente seria evitar-se qualquer cirurgia eletiva ou a colocacão de piercings em pessoas de pele escura, ou que já desenvolveram quelóides no passado.

Como são tratados os quelóides?

É muito difícil remover completamente quelóides. A retirada cirúrgica, embora pareça atraente, não é uma boa idéia. Este tipo de tratamento resulta muitas vezes no surgimento de um outro quelóide que muitas vezes será maior que aquele presente inicialmente.

Os métodos de tratamento incluem:

Injecões de cortisona

Este tratamento é seguro, as injecões de cortisona realizadas uma vez por mês podem levar a uma reducão significativa do quelóide, especialmente aqueles pequenos e de início recente.

Cirurgia

Como já foi dito, a cirurgia fará apenas com que um novo quelóide se forme.

Cirurgia associada a injeções de hidrocortisona

Este tipo de tratamento é realizado através da injeção de corticóides durante a cicatrização, para evitar a formação de um quelóide no pós-operatório, e durante todo o período de cicatrização. É muito doloroso como tratamento, mas pode eventualmente gerar uma boa resposta. Porém as injeções de hidrocortisona podem ter de ser mantidas por um período de tempo muito grande.

Criocirurgia

O congelamento dos quelóides com nitrogênio líquido pode reduzir os quelóides, tornando-os mais planos. Este método pode manchar a pele, gerando principalmente manchas brancas em pessoas de pele morena.

Compressão

A compressão de quelóides, à longo prazo, pode fazer com que sua consistência torne-se um pouco menos endurecida.

Laser

Os quelóides podem ser tratados com laser. O laser pode reduzir a vermelhidão do quelóide, mas, infelizmente, faz muito pouco ou nada em relação à massa do quelóide.

Fonte: www.derme.org

Celulite

O que é a celulite ?

Inicialmente para conhecer o processo de formação da celulite precisamos ser apresentados ao lipócito, que é a célula de gordura. O lipócito é uma célula que apresenta pequenos vacúolos de gordura distribuídos pelo seu interior. Estes vacúolos são quem recebe o excesso de gordura da alimentação. Com o progressivo aumento da deposição de gordura nos vacúolos, eles vão se aproximando um do outro, e acabam se juntando, aparecendo então um grande vacúolo que ocupa quase toda a célula.

Com a deposição de gordura, a célula toda aumenta de tamanho. O tecido gorduroso que fica embaixo da pele é formado por um grande número de lipócitos. Entre os lipócitos correm os vasos, as artérias que trazem o sangue, oxigênio e nutrientes e as veias e linfáticos que transportam o sangue e os produtos do metabolismo de volta para a circulação num processo contínuo. A quantidade de lipócitos é diferente nas pessoas com tendência à serem magras, que tem menos e nas pessoas com tendência à serem obesas que tem mais.

No tecido gorduroso existem também as fibras, que separam os grupos de lipócitos. É por causa das características destas fibras que as mulheres desenvolvem celulite e os homens não. Nas mulheres as fibras são finas e perpendiculares a pele, ligando a pele ao tecido muscular mais profundo. Nos homens as fibras são mais grossas e se ligam à musculatura de forma oblíqua. Quando aumenta o tamanho do tecido gorduroso na mulher por causa da acumulação de gordura, este tecido se expande em direção à pele e quando o mesmo acontece no homem, as fibras resistem à expansão em direção à pele e dirigem o tecido gorduroso em direção a profundidade, não aparecendo assim as irregularidades da celulite.

O tecido gorduroso aumentado, comprime as veias e linfáticos passando à existir então um edema (inchaço) que aumenta ainda maiso volume do tecido, piorando o processo de celulite. O hormônio feminino dirige mais gordura para regiões preferenciais como o quadril, e alteram a parede das microveias, piorando mais as condições circulatórias e agravando a celulite, em um ciclo vicioso que agora se inicia, e se não tratado tende à perpetuar. Os estágios de celulite vão acontecendo, desde o estágio I quando existe apenas um aumento de volume das células, com um pequeno edema, até estágios mais avançados, onde ocorre uma completa desorganização do tecido gorduroso com aparecimento de nódulos e depressões (buraquinhos).

Os estágios da celulite

A celulite se apresenta em quatro estágios de evolução.

Condição Normal

Na condição normal o tecido gorduroso é ricamente irrigado, as células gordurosas são de tamanho e formas normais. Os vasos são eficientes e tem formato normal.

Estágio 1 da celulite

Acontece um aumento de volume das células do tecido gorduroso na região afetada ocasionado por acúmulo de gordura dentro da célula. Não existe alteração circulatória e dos tecidos de sustentação, apenas uma discreta dilatação das pequenas veias do tecido gorduroso. Não há sinais visíveis na pele e nem dor.

Estágio II da celulite

As células gordurosas ficam um pouco mais cheias de gordura, e as que ficam na parte mais profunda começam a sofrer o mesmo processo. Já aparece um certo grau de fibrose, que se piorar, começa à formar micronódulos na fase seguinte. O aumento do volume das células provoca alteração circulatória por provocar a compressão das microveias e vasos linfáticos. O sangue e a linfa (líquido aquoso que banha as células) ficam represados . Ocorre então um maior “inchaço” das células gordurosas e detritos tóxicos, que deveriam ser eliminados, começam a ficar acumulados. Na pele já é possível se observar irregularidades à palpação e ainda não existe dor.

Estágio III da celulite

As células continuam aumentando de volume por causa da contínua aquisição de gordura. Ocorre uma desordenação do tecido e aparecimento dos nódulos que apesar de mais profundos, são vistos como irregularidades na superfície da pele, mesmo sem palpação. Começa a existir uma fibrose, que é o endurecimento do tecido de sustentação (onde estão as fibras) e a circulação fica ainda mais comprometida. Pode aparecer os vasinhos e microvarizes. A pele tem o aspecto parecido com "Casca de Laranja". Ocorre a sensação de peso e cansaço nas pernas (Deve-se lembrar que a celulite é basicamente um problema circulatório, e nesse estágio a circulação no tecido gorduroso já está com problemas).

Estágio IV da celulite

O inchaço desordenado das células gordurosas é acentuado, o tecido de sustentação se torna mais endurecido (fibroesclerose) e a circulação de retorno está muito comprometida. Nesse estágio, a celulite é dura e a pele fica "lustrosa", cheia de depressões, com aspecto acolchoado. As pernas ficam pesadas, inchadas, doloridas e a sensação de cansaço está freqüentemente presente, mesmo sem esforço. Aparecem os aspectos anteriores já descritos e surgem os "Black Holes", ou "Buracos Negros", que são regiões de circulação diminuída, representando uma coalizão de vários micronódulos em macronódulos e a presença de significativa fibrose.

LOCALIZAÇÃO DA CELULITE E OS FATORES QUE FAVORECEM O APARECIMENTO DA CELULITE

Localização da celulite

A celulite pode se localizar em várias regiões do corpo. Existe uma predileção pela região glútea, a região lateral da coxa, a face interna e posterior da coxa, o abdômen, a nuca, a parte posterior e lateral dos braços e a face interna dos joelhos. Mas em pessoas predispostas, pode atingir até mesmo os tornozelos.

Fatores que favorecem o aparecimento de Celulite

Herança genética

A herança genética é muito importante na celulite e tem que ser levada em conta. Pode-se herdar diferentes tipos de fatores que predispõe à ela (produção de hormônios, tipo constitucional e até hábitos alimentares). Mas isso não significa que você vai obrigatoriamente desenvolver o problema de celulite. Vamos supor que duas irmãs gêmeas idênticas, com predisposição genética para celulite sejam criadas por famílias diferentes. Uma família se preocupa em manter uma alimentação saudável e em fazer exercícios físicos regulares. A outra não dá importância para esses cuidados. A primeira gêmea tem probabilidade muito menor de desenvolver celulite. Uma pessoa com tendência hereditária para desenvolver celulite, que tenha vida sedentária e hábitos alimentares descuidados, pode ter até mais celulite do que outra com tendência maior, mas que se cuida.

Fatores hormonais

Os hormônios femininos mesmo normais tem um papel importante no aparecimento da celulite. São os hormônios femininos que determinam onde a gordura será depositada na mulher, é ele que dá a característica ginóide que favorece a deposição de gordura no quadril e na coxa. O hormônio feminino também tem uma forte e importante ação na parede das veias, facilitando a formação de edema (inchaço). O hormônio também tem um papel na retenção de líquidos que ocorre no final do ciclo menstrual e que pode ter um papel no aparecimento da celulite. Podemos dizer que a celulite depende da deposição de gordura, da ação dos hormônios e das alterações das veias e linfáticos. O papel dos hormônios é determinante e muito forte, isso é comprovado pelo fato de a celulite começar a aparecer na adolescência, quando os hormônios femininos passam à ser secretados pelo organismo.

Alimentação

Comer mais que o necessário, assim como dietas ricas em gorduras ou carbohidratos ou maus hábitos alimentares (Ex: comer muito à noite e não comer de dia) aumentam a síntese e o armazenamento de gorduras, favorecendo a celulite. Tomar pouca água e abusar do sal dificulta a troca de líquidos do organismo favorecendo a retenção de resíduos tóxicos do metabolismo celular (as células funcionam como uma fábrica que produz várias coisas úteis, mas esse trabalho todo produz um lixo- resíduo tóxico- que precisa ser retirado constantemente).

Vida sedentária

A falta de exercícios físicos diminui muito o consumo de energia pelo corpo o que facilita as sobras alimentares que serão transformadas em gordura. Além disso as células perdem a capacidade de produzir energia levando o organismo todo à ser mais apático, devagar. A vida das mulheres de antigamente não tinha as facilidades que existem hoje como transporte fácil, eletrodomésticos, água encanada, etc. Uma mulher há não muitos anos atrás tinha afazeres domésticos que provocavam muito mais exercícios do que hoje, como tirar água do poço, ou andar para fazer sua obrigações, por exemplo. As facilidades modernas tornam obrigatória a realização de alguma atividade física para evitar o sedentarismo que é muito prejudicial para a saúde como um todo e não só para a harmonia corporal.

FORMAS TERAPÊUTICAS CONTRA A CELULITE

Combatendo a celulite

A celulite é uma síndrome clínica que pode ser definida como uma alteração do tecido adiposo subcutâneo que retém líquido e toxinas entre as células, provocando uma alteração circulatória local.

A celulite se manifesta como um processo inflamatório que atinge a camada de gordura abaixo da nossa pele, afetando a circulação de micronutrientes entre as células e a liberação de toxinas provenientes do metabolismo. Externamente ela assemelha-se com uma "casca de laranja".

As causas que a provocam são complexas, de origem multifatorial, mas sabe-se que entre os fatores desencadeantes encontram-se os desequilíbrios hormonais e hábitos alimentares errados, tais com o excesso de álcool, tabagismo e toda a alimentação composta de refinados.

Existem várias formas terapêuticas para seu combate. A tendência moderna é a interação de métodos, entre os quais, a massagem manual que promove a melhora da circulação local, e a drenagem linfática, que atua na circulação periférica eliminado as toxinas provenientes do metabolismo.

A massagem manual deve ser encarada como um tratamento complementar e preventivo, mas apresenta uma vantagem sobre outros métodos: não possui contra indicações e nem efeitos colaterais.

Entretanto, um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e mais natural, associada a exercícios físicos regulares, são fundamentais para que a celulite se mantenha estável ou controlada e, até mesmo, em casos não muito avançados da doença, possa regredir a níveis imperceptíveis.

CORRIMENTOS VAGINAIS

Lembre-se

A vagina não é completamente seca. Diariamente é produzida uma pequena quantidade de secreção que é muito importante para lubrificar a vagina durante a relação sexual, protegê-la de outras bactérias e ajudar na hora de engravidar.

Esta secreção normal é composta de líquidos, algumas bactérias protetoras (naturais do corpo) e muco cervical (secreção natural da mulher produzida no colo do útero). Ela é branca ou transparente, não tem cheiro ruim e a quantidade pode variar muito de mulher para mulher, costumando aumentar no período fértil, nos dias mais quentes e com a excitação sexual. Por isso, nem sempre o corrimento vaginal é uma DST.

O que pode causar um corrimento anormal?

Infecção por bactérias , vírus e fungos;
Aumento ou diminuição dos hormônios;
Uso de vestuário inadequado ou absorvente fora do período menstrual;
Falta de higiene e/ou excesso de higiene no local;
Irritação, alergia;
Stress (cansaço), fatores emocionais.

Quais os sintomas?

Corrimento amarelado, acinzentado ou esverdeado, mau cheiro (especialmente após a relação sexual ou menstruação), queimação ou ardor, dor na relação sexual, coceira.

Como se faz o diagnóstico?

Através de exame da secreção vaginal pelo/a ginecologista.


Quais São as Causas do Corrimento Vaginal?

Com o aumento das roupas sintéticas, lycra, por exemplo, que impede a respiração do corpo, enfim a ventilação dos órgãos, aumentaram consideravelmente os casos de corrimento vaginal. Quando não há transpiração, vemos a glândula abafada, como se estivesse usando uma máscara, com aumento da secreção sebácea. Segundo a ginecologista e obstetra Marilía Winkler, no início, a calcinha servia como uma proteção contra os tecidos que eram em couro ou brim duro. As mulheres, antigamente usavam calcinhas de bombachas grandes. Paulatinamente passaram a ficar menores, até encostarem-se à saída vaginal.

Logo depois, explica a Dra. Marília, surgiu a lingerie em forma de lycra ou renda e os grandes problemas começaram. "Eu costumo indicar o uso de calcinhas de algodão, pois as fibras permitem uma ventilação melhor", explica ela. Seria uma poluição não ambiental, e sim de vestuário. Outro fator importante é a utilização de amaciantes, ou sabonetes perfumados ou até o uso papel higiênico perfumado, que são elementos irritantes. Evitar o uso de toalhas ou roupas íntimas de outras pessoas é recomendável, bem como secar bem todo o corpo depois do banho. Ainda há mulheres que insistem em fazer a higiene de forma errada, pois o indicado é limpar da vulva até o ânus e não ao contrário.

Os Tipos de Secreções da Mulher

A mulher possui uma secreção que se modifica conforme o ciclo menstrual. No meio do ciclo observa-se uma secreção mais gelatinosa, que corresponde à época da ovulação. Antes da menstruação ela se torna mais leitosa e espessa e corresponde ao aumento da fase pré-menstrual. Essas secreções são cíclicas, se mantém de uma maneira única, mas quando começa a acontecer uma irritação, as bactérias, que são habitantes costumeiras das áreas úmidas, se prevalecem dessa situação.

Sintomas da Contaminação

Depois de contaminado o tecido, começa a coçar, ou produzir uma dor mais forte. Muito embora o corrimento não se resuma só nisso, há vários fatores, como o stress que libera substâncias que permitem o aparecimento de fungos. A própria gravidez facilita a chegada dos fungos. O fungo, explica a Dra. Marília, provoca uma coceira desesperadora, e o corrimento é abundante como uma coalhada, embora haja dor nas mulheres que não tem sintoma nem de um nem de outro. Tem gente que tem a secreção contínua sem agentes bacterianos.

Candidíase ou Monilíase Vaginal

Dos mais irritantes corrimentos, pois provoca muco espesso, tipo nata de leite e, geralmente, a candidíase ou monilíase vaginal é acompanhada de coceira ou irritação intensa. Cândida é o fungo que provoca a candidíase, uma micose. A cândida aparece em organismos com baixa imunológica ou quando a resistência vaginal está diminuída. Entre os fatores determinantes estão: o uso de antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica e medicamentos como anticoncepcionais e corticóides.

Às vezes o parceiro aparece com pequenas manchas vermelhas no pênis. O tratamento é com antimicóticos. Esse fungo é encontrado no estômago, intestino, pele, boca (sapinho) e na mucosa da vagina. Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas pela cândida pelo menos uma vez.

Esse tipo de fungo costuma aparecer uma semana antes do fluxo menstrual.

Trichomonas Vaginalis

O Trichomonas vaginalis é um corrimento adquirido sexualmente através das relações sexuais ou em contato íntimo com a pessoa contaminada. O diagnóstico é feito através de exames clínicos. No tratamento devem ser usados antibióticos e quimioterápicos, além de ser obrigatório que o parceiro se trate também.

Papiloma Vírus

O HPV ou Papiloma Vírus se aloja na vagina, na vulva ou no colo do útero. Na vulva a doença é conhecida por condiloma genital ou crista de galo; na vagina e colo do útero aparecem lesões microscópicas que só são identificadas através de exames clínicos. O grande problema é que determinados tipos de vírus têm uma associação entre o papiloma vírus e o câncer do colo do útero. No diagnóstico é utilizado o teste de Papanicolaou ou colposcopia e também a biópsia da área suspeita. Outros exames são capazes de identificar quais são os vírus e se são cancerígenos.

Outros Tipos de Corrimento Vaginal

Além dos citados existem outros tipos de corrimentos originados por causas das mais diversas. A Vaginite atrófica ocorre por falta de hormônio, especialmente na menopausa. Mas há também a Vaginite atrófica por falta de hormônio no parto ou durante a amamentação. A vaginite irritante pode ser provocada por camisinha, diafragma, cremes diversos ou absorvente interno ou externo. Outro tipo bem comum é a vaginite alérgica provocada por calcinhas de nylon ou outros tecidos sintéticos; além de roupas apertadas como jeans e meias calças. As vulvites são inflamações da parte externa dos genitais ou vulva causados por papel higiênico colorido ou perfumados, sabonetes cremosos, xampus e condicionadores, roupa lavada com sabão em pó ou amaciantes.

As lavagens freqüentes não são aconselháveis, pois aumentam a inflamação pélvica. Os tratamentos antibacterianos podem ser complementados com cremes e gelatinas que aumentam a acidez das secreções e, assim, evitam o desenvolvimento de bactérias. No caso de vaginite atrófica, que ocorre na pós-menopausa, é utilizado tratamento com progesterona, pois pode ocorrer estreitamento do canal vaginal. Para a Dra. Amarílis Winkler a melhor maneira de estar prevenida contra as doenças vaginais é mudar certos hábitos. "Caso seja alérgico", acrescenta ela, "vamos mudar hábitos alimentares e de vestuário, a situação modifica-se e dessa forma há melhora perene; não devemos só ficar tratando das doenças. Os corrimentos por doenças sexuais transmissíveis demandam um tratamento que envolverá o outro membro do casal".

sábado, 27 de março de 2010

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivírus que é transmitido através do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de uma pessoa doente para uma sadia, a não ser que um mosquito pique o doente e após a picada leve o vírus à pessoa sadia picando-a.

Após a transmissão do vírus ocorre o chamado período de incubação que dura aproximadamente sete dias sem a manifestação de nenhum sintoma. Após tal período, o indivíduo inicia um processo sintomático apresentando: febre alta, mal-estar, cansaço, hemorragias, vômitos, dor de cabeça, problemas no fígado e rins, dor muscular, calafrios, diarréia, icterícia e problemas cardíacos em casos mais graves.

Para detectar a doença, é necessária a realização de exames em laboratório já que seus sintomas são semelhantes à de outras doenças. Felizmente existe a vacina contra a febre amarela que é tomada aos nove meses de idade e tem validade de dez anos, data em que se deve tomar o reforço. É importante tomar o reforço caso não tenha lembrança da última vacinação e ainda se houver deslocamento para áreas de maior risco de transmissão.

O tratamento para a doença consiste apenas em hidratar o organismo, amenizar a febre e ainda realizar transfusões sanguíneas e hemodiálise quando o indivíduo apresentar comprometimento dos rins e do fígado. É extremamente importante não ingerir medicamentos que apresentem ácido acetilsalicílico em sua composição, pois esse acentua a atividade antiplaquetária provocando maior chance de hemorragias.

Hepatite A

O que é Hepatite A

Trata-se de uma doença aguda causada pelo vírus da Hepatite A. A doença é bastante comum em todo o mundo, sendo que nas classes sociais menos favorecidas a incidência é maior na primeira década de vida e nas mais favorecidas incide mais na idade adulta.

Formas de Transmissão

De acordo com a Dra. Myriam Santos Almeida, médica especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias, a transmissão se dá, primariamente, via fecal-oral através do contato direto com pessoas infectadas eliminando o vírus nas fezes ou através da ingestão de água e alimentos contaminados. Para a médica, crianças menores têm um papel muito importante na transmissão porque a infecção nelas, geralmente, não causa sintomas ou passa despercebida e elas podem eliminar o vírus nas fezes por período de tempo mais prolongado que os adultos.

O ser humano é o único hospedeiro natural do vírus. A principal forma de transmissão do vírus é de uma pessoa para outra. Especialistas do CIVES (Centro de Informação em Saúde para Viajantes) também afirmam que a transmissão é comum entre crianças que ainda não tenham aprendido noções de higiene, e entre pessoas que residem juntas ou que sejam parceiros sexuais de pessoas infectadas.

Segundo o Dr. Fernando S. Martins, do CIVES, aproximadamente dez dias depois de uma pessoa ser infectada, o vírus passa a ser eliminado nas fezes, o que ocorre por três semanas. O período de maior risco de transmissão é de uma a duas semanas antes do aparecimento dos sintomas.

O consumo de frutos do mar, como mariscos crus ou inadequadamente cozidos, está particularmente associado com a transmissão, uma vez que esses organismos concentram o vírus por filtrarem grandes volumes de água contaminada.

A transmissão através de transfusões, uso compartilhado de seringas e agulhas contaminadas é pouco comum, ao contrário das infecções pelo HIV e pelo vírus da hepatite B.

Conseqüências

Segundo a Dra Myriam, a infecção em crianças pequenas e bebês, na maioria das vezes, não produz sintomas ou produz um quadro de doença inespecífico. Entretanto, em adolescentes e adultos, freqüentemente, a doença produz febre, mal estar, falta de apetite, desconforto abdominal, urina escura e icterícia. Os sintomas, geralmente, duram menos que dois meses, mas de 10 a 15% das pessoas que os apresentam têm a doença prolongada ou recidivante por até seis meses. Especialistas destacam que Hepatite fulminante é rara e não há infecção crônica. Convém destacar que cerca de 70% das crianças, menores de seis anos, não apresentam sintomas.

Segundo informações da Dra. Denise Vigo Potsch e do Dr. Fernando S. Martins, do CIVES, a Hepatite A pode gerar inflamação e necrose do fígado. Eles esclarecem que uma pessoa infectada com o vírus pode ou não desenvolver a doença, contudo a infecção confere imunidade permanente contra a doença.

Para o Dr. Fernando, além dos sintomas citados, é comum a aversão acentuada à fumaça de cigarros. Após alguns dias, pode surgir icterícia em cerca de 25% das crianças e 60% dos adultos. As fezes podem então ficar amarelo-esbranquiçadas e a urina de cor avermelhada. Em geral quando a pessoa fica ictérica, a febre desaparece, há diminuição dos sintomas e o risco de transmissão do vírus torna-se mínimo. Em crianças, a icterícia desaparece em 8 a 11 dias, e nos adultos em 2 a quatro semanas, esclarece o Dr. Fernando.

A evolução da doença em geral não ultrapassa dois meses. Em cerca de 15% das pessoas, as manifestações podem persistir de forma discreta por até seis meses, com eventual reaparecimento dos sintomas. A recuperação é completa, o vírus é totalmente eliminado do organismo. A letalidade, segundo os especialistas, considerando-se todos os casos é cerca de 0,3%. Em adultos a evolução grave é mais comum, e o número de óbitos pode chegar a 2% em pessoas com mais de 40 anos.

Tratamento

Segundo a Dra. Ana M. Gaspar, do Departamento de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz, a Hepatite A não tem tratamento específico. As medidas terapêuticas visam reduzir o incômodo dos sintomas. No período inicial da doença pode ser indicado repouso relativo, e a volta às atividades deve ser gradual. As bebidas alcoólicas devem ser abolidas. Os alimentos podem ser ingeridos de acordo com o apetite e a aceitação da pessoa, não havendo necessidade de dietas.

Saúde Pública

Para médicos da área, nos países em desenvolvimento, onde os investimentos em saneamento básico não constituem prioridade, a infecção é comum em crianças, e a maioria dos adultos é, conseqüentemente, imune à doença. Em países desenvolvidos, ocorre episodicamente e, por esse motivo, grande parte da população adulta é suscetível à infecção. Esse padrão tende a ser semelhante nas classes socio-economicamente mais privilegiadas dos países em desenvolvimento, como o Brasil.

De acordo com a Dra. Denise Vigo, a Austrália, o Canadá, a Escandinávia, a Nova Zelândia, o Japão e a maioria dos países da Europa Ocidental, são áreas de risco relativamente baixo. Nos Estados Unidos o risco é considerado intermediário. Estima-se que a cada ano ocorram cerca 200 mil casos da infecção. Cerca de um terço da população americana tem evidência sorológica de ter sido infectada pelo vírus em alguma época da vida. O Brasil tem risco elevado para a aquisição da doença, pois as condições de saneamento básico são precárias.

Em 1997, o Ministério da Saúde registrou 808 casos de Hepatite. Apenas o município do Rio de Janeiro computava um total de 57 casos, número que passou a 321 em 1999, a maioria entre pessoas com menos de 15 anos. Todavia, os estudos de prevalência na população brasileira, realizado através de exames sorológicos, demonstram uma redução dos índices. A prevalência está em torno de 65%, enquanto chega a 81% no México e a 89% na República Dominicana. Os índices brasileiros chegam a 95% nas populações mais pobres e a 20% nas populações de classe média e alta, de acordo com o CIVES.

Segundo os especialistas, é importante que seja feita a notificação dos casos da doença aos centros médicos de saúde da região. Assim podem ser adotadas medidas que diminuam o risco de disseminação da doença para a população.

Prevenção

Por se tratar de uma doença com formas bastante claras de transmissão, a Hepatite A pode ser prevenida através de saneamento básico e higiene pessoal. O uso de vacinas para controle da doença e possibilidade de erradicação do vírus pode ser útil. Médicos destacam que no Brasil existem duas vacinas licenciadas contra Hepatite A: Havrix® e Vaqta®. As duas vacinas são bastante eficientes e apresentam poucas reações adversas. De acordo com informações do CIVES, as vacinas estão no mercado brasileiro desde 1995, mas seu custo é elevado.

Um mês após a primeira dose, as vacinas produzem mais de 95% de imunidade nos adultos, e 97% em adolescentes e crianças acima de dois anos. As vacinas estão liberadas para aplicação a partir dos dois anos de idade, uma vez que a eficácia e segurança abaixo dessa faixa etária ainda não foram adequadamente avaliadas. Especialistas esclarecem que a aplicação é intramuscular, feita em duas doses com intervalo de seis meses entre cada uma. Os dados disponíveis sugerem que a imunidade conferida pela vacina seja superior a dez anos.

Médicos sugerem que a Hepatite A pode ser evitada através da utilização de água clorada ou fervida e o consumo de alimentos cozidos, preparados na hora do consumo. Além disso, lavar as mãos com água e sabão antes das refeições e evitar o consumo de bebidas e qualquer tipo de alimento adquiridos com ambulantes, nas ruas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESCOLIOSE

A coluna, vista por detrás deve ser "recta", sendo a escoliose uma deformação da coluna na qual ela desvia para um dos lados.

Por vezes existem desvios da coluna que se devem a maus hábitos posturais a que se dá o nome de atitude escoliótica.

A atitude escoliótica é corrigida corrigindo a postura e os maus hábitos posturais.

O que é a escoliose?

A escoliose é um desvio tridimensional (nas três dimensões) da coluna o que significa que a coluna para além de desviar para um dos lados também faz rotação e inclinação.

Mas, o que salta à vista é o desvio ou desvios laterais da coluna pois é frequente existir mais do que um desvio da coluna. Por norma um dos desvios é o problema sendo o outra a compensação mas nem sempre é assim.

Causas da escoliose?

Inúmeras vezes não se conhecem as causas ou razões da escoliose e nesses casos diz-se que a escoliose é idiopática ou seja não tem causas conhecidas.

No entanto podem existir muitas causas como veremos em causas e tratamento.

Em que idade ela aparece?

A escoliose pode "aparecer" em qualquer idade mas ela acentua-se com o crescimento ou seja desenvolve-se ou aumenta com o crescimento e com as más posturas, sendo muitas das vezes as más posturas uma boa indicação de que algo não está bem com o corpo.

As escolioses podem aparecer:

• No bebé,
• Na infância,
• Na adolescência,
• No adulto
• E ou no idoso.
Cada uma delas tem as suas próprias causas ou origens pelo que em todas estas fases da vida da pessoa se deve ter atenção para o estado da sua coluna.

Como verificar se tudo está bem?

Com a pessoa ou criança em pé e olhando por detrás pode-se perceber se existe ou não rectidão da coluna.

Se a coluna fizer um desvio, é possível que exista uma escoliose ou outro problema que precise de ser corrigido.

Da mesma forma, olhando por detrás e pedindo à pessoa ou criança para se inclinar (dobrar) para a frente:

•Ver se as costas estão de nível ou se um dos lados está mais elevado do que o outro ou
•Um ombro ou área do ombro (ou área toraxica) está mais elevado do que o outro
•Ou mesmo se a bacia ou zona lombar fica mais elevada de um lado do que do outro.
Outros sinais que podem mostrar que algo não está bem são:

•Um ombro mais alto do que o outro quando em pé.
•Uma perna mais curta ou que dá essa ideia. Frequentemente vê-se no comprimento das pernas das calças onde uma precisa de mais baínha do que a outra ou em que as calças junto aos pés não ficam ao mesmo nível.
•As posturas quer em pé quer sentado podem ser sempre erradas e para o mesmo lado.
Quem detecta a escoliose?

Por norma cabe sempre aos pais, aos professores (sobretudo os de educação física) a observação da coluna e das posturas da criança ou pessoa em causa e encaminhar para alguém que possa avaliar a situação, muitas das vezes o ortopedista.

Após a avaliação pelo médico e sempre que exista escoliose (mesmo que pequena e "sem importância") há que recorrer a alguém que possa corrigir eficazmente o problema.

Como corrigir?

A nível médico as soluções passam pelo uso de coletes ou mesmo pelo uso da cirurgia nos casos mais avançados ou que não reagem ao uso do colete.

Escusado será dizer que a cirurgia é sempre um método invasivo e que deveria ser evitado sempre que possível.

Quanto ao colete, para além do desconforto que ele provoca, pode ser causa de problemas emocionais sobretudo em crianças e adolescentes que se podem sentir inferiores devido ao seu uso.

Infelizmente como muitos pais que já passaram por este problema já sabem, o colete pouco ou nada faz.

Ou seja acaba por não resolver nada e ainda provoca demasiado sofrimento quer a quem o usa quer aos diversos elementos familiares.

A nível de fisioterapia podem-se usar várias abordagens para ajudar a corrigir a escoliose.

A natação é também um bom método uma vez que proporciona relaxamento, alongamento e fortalecimento musculares o que pode ser uma mais valia.

Outras abordagens podem incluir massagem, osteopatia, quiroprática, e muitas outras abordagens ou terapias.

Escusado será dizer que há que saber quais as causas da escoliose e corrigir essas causas. Para isso há que saber que soluções usar para as causas que existentes pois podendo as causas ser muitas, também as soluções podem ser muitas.

Estas soluções são as correntes mas que pelos fracos resultados ou resultados lentos têm sido muito neglicenciadas pela comunidade médica e pelas pessoas que se cansam de verem poucos resultados ou se cansam do tempo que levam para os obter.

Hoje no entanto existem soluções muito mais rápidas e eficazes e é desta forma que a Libertação Miofascial e outras dão muito boas respostas neste e noutros problemas. Veja mais acerca da escoliose.

Nota: Devido ao seu toque suave estas terapias estão indicadas para todas as pessoas incluindo crianças e recém nascidos.

Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.

Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).


O que causa o câncer?

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.

De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos.

O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.
O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de risco de natureza ambiental

Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os 'hábitos' e o 'estilo de vida' adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

Tabagismo
Hábitos Alimentares
Alcoolismo
Hábitos Sexuais
Medicamentos
Fatores Ocupacionais
Radiação solar

Hereditariedade
São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.

Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

10 dicas para a redução dos fatores de risco

Como surge o câncer?

As células que constituem os animais são formadas por três partes: a membrana celular, que é a parte mais externa; o citoplasma (o corpo da célula); e o núcleo, que contêm os cromossomas, que, por sua vez, são compostos de genes. Os genes são arquivos que guardam e fornecem instruções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, numa "memória química" - o ácido desoxirribonucleico (DNA). É através do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula.

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes. É o que chamamos mutação genética. As células cujo material genético foi alterado passam a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados protooncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os protooncogenes transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignização (cancerização) das células normais. Essas células diferentes são denominadas cancerosas.

Por Silvane Soares