
sexta-feira, 30 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Linfonodo Sentinela - Melanoma
MELANOMA CUTÂNEO
O melanoma cutâneo (MC) apresenta alta letalidade e sua incidência vem aumentando em todo o mundo nos últimos 50 anos. Cerca de 90% dos mesmos são diagnosticados clinicamente, e está aumentando, por ocasião do diagnóstico, a percentagem dos pacientes com doença localizada (1,2). Na maioria das vezes os linfonodos são o primeiro sítio de disseminação do MC (3). Trata-se de uma disseminação linfonodal randômica de tal forma que nem sempre o linfonodo mais próximo do tumor é o primeiro a ser comprometido, porém, a progressão do melanoma segue uma ordem (4). A biópsia de linfonodo sentinela (BLS) é, sem dúvida, um dos mais importantes avanços da cirurgia oncológica atual. O racional desta técnica se baseia no conceito do linfonodo sentinela (LS) como sendo o primeiro linfonodo para o qual drena o tumor primário (conceito anatômico e funcional). Já melhor estabelecida para a abordagem do melanoma cutâneo localizado, a biópsia de LS já esta sendo aplicada para outros tumores de disseminação inicial preferencialmente por via linfática, como o adenocarcinoma de mama, os carcinomas de cabeça e pescoço, de pênis e de vulva. A BLS está indicada para os pacientes portadores de melanoma cutâneo com doença localizada, ou seja, sem evidência clínica de metástase tanto loco-regional como à distância. Está ainda reservada aos pacientes cuja lesão primária indique risco de ocorrência de metástase linfonodal, ou seja, com melanoma de espessura de Breslow maior que 0,76 mm ou apresente outros achados anátomo-patológicos de risco tais como: Clark IV, ulceração, sinais importantes de regressão, alto índice mitótico (acima de 6 mitoses/mm2), fase de crescimento vertical e invasão linfática (5,6,7). Embora não esteja rotineiramente indicada para pacientes portadores de melanoma com Breslow acima de 4 mm, vários autores tem indicado a BLS para estes pacientes, observando que mesmo neste subgrupo existe uma pior sobrevida para os pacientes com LS comprometido, podendo aquele procedimento orientar terapia adjuvante e linfadenectomia.(8). Sob o ponto de vista da prática clínica atual, o procedimento de BLS põe fim à grande controvérsia entre realizar linfadenectomia eletiva ou apenas observar os pacientes. Surge outro conceito de linfadenectomia, ou seja a linfadenectoma seletiva, aquela realizada para os pacientes onde o LS se mostrou comprometido (9). A BLS define quais pacientes são canditados apropriados para linfadenectomia completa (aqueles com doença no LS) reservando para seguimento os pacientes com LS sem doença. Compreende 3 etapas fundamentais: a) linfocintilografia pré-operatória (LPO); b) biópsia do LS propriamente dita (utilizando mapeamento linfático com corante vital e detecção gama intra-operatória) e c) exame do LS.Consumo de dois ou mais refrigerantes adocicados por semana pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer no pâncreas, segundo dados do Singapore
O estudo Singapore Chinese Health Study avalia há 14 anos os hábitos dietéticos, as atividades físicas e a exposição ambiental de mais de 60 mil habitantes de Cingapura. As conclusões publicadas no periódico Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, mostram que o consumo regular de refrigerantes adocicados pode aumentar o risco de desenvolver câncer1 de pâncreas2.
Uma análise prospectiva foi realizada para examinar a associação entre o consumo de refrigerantes adocicados e sucos de frutas e sua relação com o aumento do risco de câncer1 pancreático em 60.524 participantes do estudo Singapore Chinese Health Study.
Os resultados mostraram que as pessoas que consomem mais de 2 refrigerantes por semana apresentam estatisticamente um risco significativamente mais elevado de desenvolver câncer1 de pâncreas2, comparadas àquelas que não consomem refrigerantes. Não houve associação observada entre o consumo de sucos de frutas e riscos para este tumor3.
Fonte: Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, volume 19, de fevereiro de 2010
Uma análise prospectiva foi realizada para examinar a associação entre o consumo de refrigerantes adocicados e sucos de frutas e sua relação com o aumento do risco de câncer1 pancreático em 60.524 participantes do estudo Singapore Chinese Health Study.
Os resultados mostraram que as pessoas que consomem mais de 2 refrigerantes por semana apresentam estatisticamente um risco significativamente mais elevado de desenvolver câncer1 de pâncreas2, comparadas àquelas que não consomem refrigerantes. Não houve associação observada entre o consumo de sucos de frutas e riscos para este tumor3.
Fonte: Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, volume 19, de fevereiro de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Granuloma de células gigantes
O Granuloma periférico de células gigantes é um crescimento pediculado e de superfície lisa, com coloração levemente mais escura que tecido adjacente e algumas vezes lobulado. A lesão está normalmente limitada à gengiva e pode estender-se às áreas sem dentes.
Características clínicas:
Proliferação tecidual em mucosas, principalmente no rebordo alveolar
Superfície íntegra ou ulcerada
Coloração um pouco mais escura que o tecido adjacente (coloração roxa ou vinho)
Pouco sangrante ao toque
Pode ser um distúrbio local de cicatrização ou a manifestação de uma doença sistêmica.
O granuloma central de células gigantes (Central giant cell granuloma - CGCG) é considerado uma lesão intra-óssea não benigna. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o granuloma central de células gigantes é uma lesão intra-óssea formada por tecido fibroso celular que contém múltiplos focos de hemorragia, agregação de células gigantes multinucleadas e, ocasionalmente, trabeculado de osso imaturo. CGCG é uma lesão incomum, uma vez que corresponde a menos que 7% de todas as lesões benignas dos maxilares. Mais de 60% dos casos ocorrem em pacientes com menos de 30 anos de idade, é mais freqüente em mulheres do que em homens. A relação entre mandíbula e maxila tem sido verificada em uma proporção de 2:1, e a porção anterior da mandíbula, é o local mais comum para o seu desenvolvimento. Esta lesão é normalmente assintomática e pode ser diagnosticada através de exames radiográficos de rotina ou de uma expansão indolor do osso afetado. Em relação ao comportamento clínico e aspectos radiográficos, o granuloma central de células gigantes pode ser classificado como:
lesões não agressivas caracterizam-se por crescimento lento, geralmente assintomático, sem perfurar corticais ou induzir reabsorção radicular,apresentando baixa taxa de recorrência.
lesões agressivas caracterizam-se por dor, crescimento rápido, expansão e perfuração das corticais, reabsorção radicular e alta incidência à recorrência. Mais encontrada em pacientes jovens
A depilação a laser pode prejudicar a saúde humana?
A palavra laser é um acrônimo formado pelas iniciais de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation. Significa, portanto, uma amplificação da luz pela emissão estimulada de radiação. Isso envolve a liberação de ondas luminosas chamadas fótons, que são emitidos por elétrons excitados.
Na pele, essa energia luminosa é absorvida por estruturas-alvo e convertida em energia térmica. No caso do pelo, a melanina – pigmento que dá a cor à pele, aos pelos e aos cabelos – é a estrutura-alvo (cromatóforo) onde a energia luminosa se converte em energia térmica. É por isso, aliás, que os pelos claros não respondem tão bem a essa terapia quanto os pelos escuros.
Os efeitos indesejáveis desse tipo de tratamento decorrem do calor liberadoOs efeitos indesejáveis desse tipo de tratamento decorrem do calor liberado. Não há, porém, caráter cumulativo dessa irradiação. Isso é diferente do que ocorre com a radiação ultravioleta emitida pelo Sol e por outras fontes luminosas. É esse tipo de luz que está envolvido com o processo de envelhecimento e com os cânceres cutâneos. Assim, não há risco no contato cumulativo com o laser utilizado na depilação.
Silvane Soares
Na pele, essa energia luminosa é absorvida por estruturas-alvo e convertida em energia térmica. No caso do pelo, a melanina – pigmento que dá a cor à pele, aos pelos e aos cabelos – é a estrutura-alvo (cromatóforo) onde a energia luminosa se converte em energia térmica. É por isso, aliás, que os pelos claros não respondem tão bem a essa terapia quanto os pelos escuros.
Os efeitos indesejáveis desse tipo de tratamento decorrem do calor liberadoOs efeitos indesejáveis desse tipo de tratamento decorrem do calor liberado. Não há, porém, caráter cumulativo dessa irradiação. Isso é diferente do que ocorre com a radiação ultravioleta emitida pelo Sol e por outras fontes luminosas. É esse tipo de luz que está envolvido com o processo de envelhecimento e com os cânceres cutâneos. Assim, não há risco no contato cumulativo com o laser utilizado na depilação.
Silvane Soares
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Biofilmes
Os biofilmes são comunidades biológicas com um elevado grau de organização, onde as bactérias formam comunidades estruturadas, coordenadas e funcionais [1] . Estas comunidades biológicas encontram-se embebidas em matrizes poliméricas produzidas por elas próprias. Os biofilmes podem desenvolver-se em qualquer superfície húmida, seja ela biótica ou abiótica. A associação dos organismos em biofilmes constitui uma forma de protecção ao seu desenvolvimento, favorecendo relações simbióticas e permitindo a sobrevivência em ambientes hostis. As bactérias são ubiquitárias, logo, virtualmente, os biofilmes podem formar-se em qualquer superfície e em qualquer ambiente. Podem observar-se biofilmes em condutas de água, permutadores de calor, sanitas, cascos de navio, na pele e mucosas de animais (incluindo o homem), nos dentes, em próteses e em variadíssimas indústrias, desde a indústria química e farmacêutica à alimentar
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